terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sobre o Pinheirinho...vamos refletir!

Acerca do julgamento e o dia do juízo
Capítulo 10

MIRDAD: Não há na minha boca julgamento, e sim a Sagrada Compreensão. Não vim para julgar o mundo, antes foi para desjulgá-lo, pois só a Ignorância gosta de vestir a beca e o capelo, expor a lei e aplicar as penas.

O mais impiedoso juiz da Ignorância é a própria Ignorância. Consideremos o Homem. Não tem ele, na ignorância, se dividido em dois, atraindo assim a morte para si, bem como para todas as coisas deste seu mundo dividido?

Em verdade vos digo, não há Deus e Homem, mas sim Deus-Homem, ou Homem-Deus. Só há o UM. Não obstante multiplicado, não obstante dividido, é para sempre UM.

A unicidade de Deus é a eterna lei de Deus. É uma lei que por si se cumpre. Não há necessidade de cortes de Justiça nem de juízes que o proclamem e sustentem a sua dignidade e a sua força. O Universo – o visível e o invisível – é uma só boca a proclamá-lo para aqueles que têm ouvidos para ouvir. Não é o Mar – conquanto vasto e profundo – uma só gota?

Não é a Terra – conquanto lançada tão longe – uma só esfera?

Não são as esferas – conquanto tão numerosas – um só universo?

Também a humanidade é um só Homem. Semelhantemente, o Homem, com todos os seus mundos, é uma unidade completa.

A unicidade de Deus, meus companheiros, é a única lei do Ser. O outro nome que se lhe dá é Amor. Sabê-la e nela habitar é habitar na Vida. Mas habitar em qualquer outra lei é habitar no não-ser, ou seja, na Morte.

A Vida é colher. A Morte é espalhar. A Vida é ligar. A Morte é desligar. Eis porque o Homem – o dualista – está suspenso entre as duas, pois ele colhe, mas somente espalhando. E ele liga, mas somente desligando. Ao colher e ligar, ele guarda A Lei, e a sua recompensa é a Vida. Ao espalhar e desligar, ele peca contra a Lei, e a sua amarga recompensa é a Morte.

No entanto, vós, autocondenados, sentai-vos para julgar os homens que já estão, como vós, autocondenados. Que horríveis juízes e que horrível julgamento! Menos horrível seria dois sentenciados, cada qual condenando o outro às galés.

Menos ridículo seria dois bois no jugo, cada qual dizendo ao outro: “Eu o poria no jugo.”

Menos macabro seria dois cadáveres numa cova trocando entre si condenações à cova.

Menos digno de compaixão seria dois cegos a arrancarem-se mutuamente os olhos.

Evitai sentar-vos na cadeira do julgamento, meus companheiros, pois para pronunciardes um julgamento contra alguém ou alguma coisa, não somente deveis conhecer a Lei e viver de acordo com ela, mas também ouvir o testemunho. E a quem ouvireis como testemunha em qualquer caso que se apresente?

Chamaríeis o vento para depor em juízo? Pois o vento auxilia e instiga qualquer ocorrência debaixo do céu.

Ou citaríeis as estrelas? Pois elas estão a par de tudo que sucede no mundo.

Ou enviaríeis intimações a todos os mortos desde Adão até hoje? Pois todos os mortos estão vivendo nos vivos.

Para ter um depoimento completo em qualquer caso, o Cosmo precisa ser a testemunha. Quando puderdes levar o Cosmo à corte, não necessitareis de cortes. Descereis da cadeira de juiz e deixareis que a testemunha seja o juiz.

Quando conhecerdes a todos não julgareis ninguém.

Quando puderdes recolher nos mundos, não condenareis nem mesmo um daqueles que espalham; porque então sabereis que o espalhar condena aquele que espalha. E em vez de condenar o autocondenado vos reforçareis para que a condenação lhe seja relevada.

Muito sobrecarregado está o Homem agora com cargas que a si mesmo se impôs. Áspera e sinuosa é a sua estrada. Cada julgamento é uma nova carga, tanto para o que julga como para o que é julgado. Se quiserdes ver aliviada a vossa carga, não julgueis homem algum. Se quiserdes que a vossa carga desapareça, mergulhai e perdei-vos inteiramente na Palavra. Que a Compreensão guie os vossos passos, se quiserdes que o vosso caminho seja reto e suave.

Não é julgamento que vos trago em minhas palavras, mas a Sagrada Compreensão.

Bennoon: E o Dia do Juízo?

MIRDAD: Cada dia, Bennoon, é um Dia de Juízo. A conta-corrente de cada criatura entra em balanço a cada abrir e fechar de olhos. Nada fica escondido. Nada deixa de ser pesado.

Não há pensamento, ação ou desejo que não seja registrado no pensador, no agente ou no que desejou. Nenhum pensamento, nenhum desejo, nenhuma ação ficam estéreis neste mundo, mas todos reproduzem de acordo com a sua espécie e a sua natureza. Tudo que está de acordo com a Lei de Deus é colhido para a Vida. Tudo o que a ela se opõe é colhido para a Morte.

Os teus dias não são todos iguais, Bennoon. Alguns são serenos; são a colheita das horas bem vividas. Alguns são nublados; são a dádiva das horas meio-adormecidas na Morte e meio-alertas na Vida. E há outros que te fustigam na tormenta, com coriscos nos olhos e trovões nas ventas. Esmagam-te de cima; chicoteiam-te de baixo; atiram-te para a direita e para a esquerda; achatam-te de encontro ao solo e fazem-te comer o pó e desejares jamais haver nascido. Esses são os frutos das horas gastas em oposição propositada à Lei.

Assim é o mundo. As sombras que já ameaçam desde os céus não são em nada menos sinistras do que aquelas que anunciaram o Dilúvio. Abri os vossos olhos e vede.

Quando observais as nuvens caminhando para o Norte, sopradas pelo vento do Sul, dizeis que elas trazem chuva. Por que não sois tão sábios em observar a direção para a qual caminham as nuvens humanas? Não podeis ver até que ponto os homens se enrascaram nas suas próprias redes?

O dia de desenrascar está próximo. E que dia de prova vai ser!

As redes dos homens têm sido tecidas com veias do coração e da alma, durante muitos, muitíssimos séculos. Para livrar os homens de suas próprias redes será preciso rasgar-lhes as carnes; o próprio tutano dos seus ossos terá que ser esmagado. E os próprios homens terão que rasgar, eles mesmos, as suas carnes e esmagar, eles mesmos, os seus ossos.

Quando as tampas forem levantadas – como certamente serão – e quando as panelas despejarem os seus conteúdos – como certamente o farão – onde esconderão os homens a sua vergonha e para onde fugirão?

Nesse dia os vivos invejarão os mortos e os mortos amaldiçoarão os vivos. As palavras dos homens lhes ficarão presas na garganta e a luz se congelará nas suas pálpebras. De seus corações sairão escorpiões e víboras e eles gritarão, atemorizados: “De onde vêm estas víboras e estes escorpiões?”, esquecidos de que os haviam criado e alojado em seus corações.

Abri os vossos olhos e vede. Mesmo nesta Arca, destinada a ser um farol para um mundo que tropeça, há lama demais para que se possa passar. Se o farol se tornou uma armadilha, qual terrível deve ser o estado dos que se encontram no mar!

Mirdad vos construirá uma nova arca. Exatamente aqui neste Ninho ele a criará e a estabelecerá. Deste Ninho voareis para o mundo; não levando aos homens um ramo de oliveira, mas a Vida inexaurível. Para isso devereis conhecer a Lei e guardá-la.

Zamora: Como conheceremos a Lei de Deus e a guardaremos?

NAIMY, Mikhail. O Livro de Mirdad. Bombain, Índia, 1954.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Coleção de latas decoradas em São Francisco Xavier/SP

Olá, gente amiga,

Se você se interessa por uma bela coleção de mais de cinquenta latas decoradas, me ligue.
Latas do Japão, Suíça, Taiwan, China, Austrália, Nova Zelândia,  EUA, França, Dinamarca, Inglaterra, do Brasil, claro.
Tem umas tão pequeninas. Algumas antigas. Verdadeiros mimos!

Vamos conversar, OK?

Abraços,
Jura.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Adeus, Joy, meu guardiãozinho

Terça-feira o Joy foi pro céu dos cachorrinhos.
Joy, meu pinscher de 8 anos. Domingo foi atacado pelo cão da vizinha, enorme. E mesmo com todos os cuidados não resistiu. Ano passado dediquei um poema a ele, no Jura em Cy bemol. Postei foto dele e foi um sucesso.

O Joy chegou pra nós um mês depois da morte do Sérgio, e foi embora exatamente no dia do aniversário do melhor amigo dele, Luiz Felippe, em 5 de julho. O que me conforta só um pouquinho, essa sincronicidade. Mas estou inconsolável.

"E vocês arrastarão suas polainas
Ao longo das vias desertas da estação do Leste
E errarão pela sala dos Passos Perdidos
Sem ouvir o eco do trem desaparecido
E contemplarão com olhos totalmente molhados
Os ponteiros aterradores o relógio da estação de Lião
Porque...
Tudo chega na sua hora."

                                     Jacques Prévert, poeta francês.

Serei uma anti-social?

Muitos amigos, conhecidos, pesssoas que visitam meus blogs querem vir me visitar. Às vezes simplesmente pra me conhecerem, ou falar de Poesia.
Gente, eu vivo como sugere Khrishnamurti, como se fosse morrer daqui a uma hora.

Sou sempre muito ocupada com minhas práticas místicas, leituras sagradas, as plantas, os bichos, e diante da negativa, ficam bronqueados comigo. Geralmente querem me visitar, mas nunca me convidam pra ir a suas casas. É certo que eu não teria mesmo tempo. Sei que muitos sendo hospitaleiros hospedaram anjos, diz a Bíblia. E morando numa bela cidade turística, seria bom que eu pudesse hospedar todos os que me contatam. Impossível, por ora.

Vejam este trecho que consta no livro O Quinto Evangelho - A mensagem de
Cristo segundo Tomé. Tradução e notas de Huberto Hohden, 5a. edição.

"Joel Goldsmith, no seu livro " A Arte de Curar pelo Espírito", diz que, em sua cidade natal, Honolulu, é considerado como homem anti-social, porque não frequenta reuniões sociais, não lê jornal, não tem rádio nem televisão, nem recebe visitas inúteis. E ele responde: "Sou um homem anti-social por amor à sociedade, porque, para poder ajudar a sociedade, devo isolar-me em Deus".

Vamos refletir sobre isso.

Amor e Silêncio,
Jura.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

LPs e Compactos em São Francisco Xavier

Me procure, fone no banner, pra ver a coleção de LPs e Compactos.
São quase 3 mil discos, e muitas raridades.
Aguardo sua visita.
Jura.

Cactos e suculentas em São Francisco Xavier

Pessoal,
Estou disponibilizando alguns exemplares da minha coleção de cactos e suculentas em minha casa mesmo.
Quem quiser pode me procurar e faremos bons negócios.
Outros tipos de plantas e flores em geral também.
Quero diminuir um pouco meu acervo.
Veja meu telefone no banner e fale comigo, que passarei o endereço.
Estou morando a um quilômetro da entrada de São Francisco Xavier, o KM 18.
Abraços,
Jura.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

4o Festival da Mantiqueira

Gente, vamos todos, amantes da literatura, nos encontrar no
Festival da Mantiqueira.
Vai ser uma alegria renovada encontrar os amigos, principalmente agora
que estou morando aqui em São Francisco Xavier.

Não percam, OK?
Beijos,
Jura.